A não-fama esquecida de Jorge Mautner, por Mário Iochpe
A Estrada, de Cormac McCarthy, por
Ana P. W. Mosena
A não-fama esquecida de Jorge Mautner
por Mário Iochpe
Bondade não começou; bondade não precisa começar. Quando ela vem, ela veio, perguntas sobre proveniência não suscitam, não há substitutos para bondade; então ela pode ser imaginada como eterna e dela vindo a transposição de uma entidade bondosa infinita como indicador de tantas religiões.
Mitologia "faz" em comparação, o pensar em existência... comparada. A força de um animal, a nobreza de outro, as projeções que atingem identidade e recíproca no homem. E na sociedade muito real de hoje há o pensar em abstração de existência, ironicamente um passo antes da força que se nota mitologicamente por comparação porém ai ai ai como queima, esse espaço não-habitual que assim entrega na contemplação os medos mais indesejados de fazer o animal ser belo. Mitologia, comparando e fazendo o viver em comparação, toma o que é seu por saber conferir a capacidade das mãos ao animal e à paixão do animal que usa as mãos, é assim simplesmente é. Os erros que nascem dos excessos ainda nos remetem aos pudores do medo mais indesejado, que sequer conhecemos. A vida do homem sabe que há o homem (o homem às vezes se lembra de haver o homem na vida!) e isso seria simples para viver; aí que o medo assolou e os mais simples materiais do desejo mitológico foram confundidos com a baixa vibração celestial que chama a destruição (oh, que ainda não compreendemos a importância do negativo como força magnética que pede a presença da LUZ que cria alternativas, quando a destruição é confundida com reequilíbrio temos a incorporação firme do medo nas formas de viver) e dessa loucura mortal se reiniciou tanto o medo pré-mitológico - do homem isolado da humanidade quando em seu início de matemático e de como isso hoje nos seria sofrido para o ego que surgiu identificando a propriedade de símbolos ao homem dos símbolos - & o medo de ser uma vez mais mitológico... QUE PARECE UM RETROCESSO! Quando se aproveita a supressão dos sentimentos e se crê em nacionalismos mentais e divisões de consciência e se diminui a capacidade de compreender a besteira disso tudo, o sentimento mais antigo que ainda tem crédito com o destrocado pelo tempo rei mental dos povos medrosos em crise de identidade, A DECISAO DE QUE VIVER EM UM SOH PLANETA EH UMA ESCASSEZ! "Tenham medo, irmãos! Tenham medo!"
Jorge Mautner em minúsculas
não só Jorge Mautner é um lindo inconsciente abençoado para o público como a panorâmica que se acompanha ao chegar nos picos por ele apresentados é majestosamente límpida, generosa, verossimilhante à natureza. então, para completar a transubstanciação da arte em nossas veias e em forma do nosso entogênico sangue vislumbrado na integração metafísica no formato de uma família das canções do profeta mitológico, vamos falar de MITOLOGIA DO KAOS
das costas das fotos de calendário, onde mora a sombra do tempo, onde se cria a espera e onde se alimenta a vantagem sobre a sensação, onde se come chapati com geléia de amendoim para se aplacar a dieta sem proteína, um calor nas costas nao é o ronaldão, zagueiro maduro da resistência negra no país que ainda esmaga a cybersenzala, o calor invade o ombro e lembra as perversões de expectativa de vida ONU Afeganistão 1984 você viu quantos mortos, garoto-motocicleta que pedala via lambreta as diagramações manifestadas do vento conforme multicolorido múltiplo olhar multimídia não verdade sim violência media violência media sinceridade tu lembra; havia poesia antes de só ser lembrada a violência; e solitariamente assim se lembra só a violência / poetry / there was poetry forever / the day we remember violence / we only remember / as violence lives not forever / as violence shares the rent with denial / violence shares the rent with a penthouse over the nile / vile lense has the eyesight of fever eyes / vile lense only reminds / there was no more poetry / but oh / there is also poetry / oh yes / it is just like that / on planet Earth / planet Arbitrary / hey those are women vests / you should not wear Afghani women dresses / you have beard on your face / go hunt some bear / go kill something / put on your ray ban shades / the vile lense we got for you / its one size fits all / fitzsimmons / fitz e fida / cadê o dente da frente da gengiva / aquele que me permite pronunciar GOOOOL DO BARCELONA, o time que joga todo o fim-de-semana no CANAL BANDEIRANTES -- afinal, onde esta o lapso do calendário, aquele um dia onde se fornica na folga do fevereiro - o puteiro da desglória - que existe desglória, mamãe? ela vem com o bocão da royal? -- não, neném, não tem bocão da royal para a desglória, isso se conduz em matéria secreta pelas reuniões de conselho estatutárias pré-definidas conforme assembléia de eleitores -- mas, mamãe, onde entra a minha pronúncia de GOOOOL DO BARCELONA!, eu preciso treinar meu giro de sola de pé, isso é a nova forma de se estudar a hidrostática do tempo, mamãe, é a nova forma de aplainar a demonstração das fissuras do mundo, mamãe, é onde o sólido se transforma em lembrança, mamãe -- ora, ora, vou chamar o deputy major, o deputy major que todo mundo conhece, ele resolve, ele escolhe, ele transtorna e ele aplica as sobras do tempo, que o tempo não vibra sem voz e sem som, assim que se sara, a Sara, teve um filho a Sara, aos 99 trilhões de anos, ela disse:
GOOOOOOOOOOOL DO BARCELONA
Abraãozinho Judeu
tá lá, o copyright da circuncisão!! quase seis mil anos de pênis capados, gurizada! tá no velho testamento! corta o pinto aos 8 dias de vida! daonde vem esse ímpeto? domesticação de animais, vem daí! agricultura e pastoralismo, sente o choque mitológico! oh, o bicho além da cerca que dá mole na natura naturans natureza vira o gazelle freestyle com pênis amputado dentro da cerca! pega o bode e castra! pega ovelha e castra! pega o gado e castra! tudo isso entre 12000 antes de Jesus aka Yoshua ben Yosef e 6000 antes de MC Jesus e sua rapeize!
ISMAAAAAAAEL
o camisa quinze da Sháaria! ele não bebe cerveja! ele é o craque da submissão ao deus único! ei, meu amigo! onde estão seus cúmplices? só assim se consegue desenhar um esquema religioso baseado em culpa! tu te sente culpado, Mohammedinho Gaúcho? Cadê a Globeleza-lisa-ação-porno que tampouco o Imam quanto o Omar Shariff quanto o Laurence Ralph Pólo da Arábia trouxeram no estojo de jogo de tênis em Abu Dhabi!!? Oh, Abu Dhabi, a lembrança da violência ainda continuar, Abu Dhabi, onde os executivos ainda não sentem o gosto da coca nem o da cocaína e podem aparecer em fotos na The Economist do jeito que o profeta desejava: SEM TERNO! isso se baseia, no fim do luto do homem pela sua escolha pela agricultura, SEM TERNO E COM CASTRAÇÃO, essas são nossas cláusulas pra NOVA ESCONOMIA: o que é nova esconomia, tio lambretini? chupa esse spaggheti e não pergunta até tua culpa ser maior que jesus, a OPERETTA da submissão! mas meu nome era liberdade, e minha vida era livre! e agora? AGORA... respira, 1, 2, 3, OPUS número 6 milhões 7 mil lakhs você agora é o responsável pelo magnífico NEW HUB OF THE WORLD
abram as comportas
dos botões que não estão em minha camiseta que não tem botões
o presságio desse finito cármico começa com borboletas voando num jardim e o seguinte pensamento: por que borboletas voam? alguém explica?, seguido por uma luz clara que celebra as cores das flores. e alguém se importa da resposta, ela traz um novo jeito de voar? ela sequer voa? e a luz cristalizada no momento da união de tantas vidas no universo converge em um só desenho que engloba o céu, a grama e a música que para
o cérebro tá no corpo, falar conceitualmente não define isso de outro jeito. se as vidas vibram freqüências cerebrais deprimidas e iludidas e reduzidas e se isso também te abala parte pra amar o corpo (afinal tudo que é epistemológico se conhece assim), ensina a respirar, a fechar os olhos e visualizar a destruição da floresta, da cadeia de supermercados e os remotos pontos de socorro pelos interesses egoístas que estão acontecendo agora mesmo aí onde tu mora, quem sabe essa visualização ponha em ordem (desordenadamente belíssima ordem) o que realmente importa para a geração que esta aprendendo a sentar na tua frente num cubo cimentado aka oh meu deus onde está o craque da inércia, o desterro das calmarias??
tu é puro e pura e elas são puras e grande parte da desgraça vem da mediocridade. viva a unidade que surge da certeza da pureza, a unidade que vive em grupo de um jeito especializado e individualizado justamente pela justiça da certeza de se ser único e não se pôr a auto-estima na mão do outro esperando algo que o outro simplesmente não vê .:. o ouro tá aí
exercícios de diafragma, de cantar TODA A VIOLÊNCIA QUE SE ACEITOU DESDE QUE SE NASCEU e permitir que ela apareça com a GLÓRIA DA FORÇA VIVA de se cantar com o diafragma
cansei de escrever sobre livros que já li, estou falando sobre sentimentos, esse mês
algumas construções são montadas sobre a água, com a ajuda do vento, são o próprio animal da vontade, o fruto da densidade terrestre. a nossa possibilidade de tocar e ser tocado, há troca nesse planeta, e a simplicidade da vida está envolvida em corporificar o amor destinado aos corpos móveis, densos, articuláveis e argumentativos que podemos ser. quando há confusão, a lembrança de respirar nos levanta. escrever e ler é como ser envolvido pela transmissão de uma sensação mais forte, serena, avassaladora e circulante.
o cavaleiro intergaláctico do conhecimento polissilábico das graduações transmigratórias do mais eventual e indizível e magnanimamente ínfimo-eterno contínuo-não-contínuo irredutível e vastamente ampliável pela bondade, aaah, LEITURA, o profeta dos números funcionais em pós-graduações de obstáculos Ganesha Shri Naw Ganesh, bahut bahut DANEWAR esse cara é afudê, Jorge Mautner!
Ah, meu amigável amigo amiganderson, o intelectual de chapéu que retirou seu chapéu e pôs um cascudo capacete de futebol americano e depois disso tirou seu intelecto das mãos e garras do tenente-coronel REALIDADE-LESMA e vibrou como nenhum outro espetacular fio de brevidade cortadora de dúvidas como um belíssimo feixe não-belíssimo não-feixe de SUTRA sabedoria e bondade não-sabedoria-e-não-bondade (por ser nem verdadeiro nem falso e acima disso e não-acima disso por isso mesmo!) e, oh!, se não era ele ali, ERA ELE ALI SIM, o maluco beleza versão 1941-1962-2008 que vem com ar-condicionado e seu meio-ambiente se chama Rio de Janeiro e São Paulo e umdanda e o sonho brasileiro de antes da ditadura espalhando ódio, a nova Livonia, a nova estalactite da nova estalagmite, os padrões confluentes e parcialmente mentolados garantem a parcimônia mais eterna e indecifrável do momento mais definido por seus próprios cadeados de granulação, o modo de dizer um OI! Aaaaah.
tu já lembrou como era o céu? havia céu, tu lembra? céu da boca havia também! palavras cheias de mentiras! ei! puxa meu dedo! violência se baseia em uma ação vazia se passando por outra ação!
A realidade, o que importa?
Morsa
entre 0000-00-00 e 9999-99-99
TOPO
A Estrada, de Cormac McCarthy, por Ana P. W. Mosena
por
Ana P. W. Mosena
Em um futuro alternativo, pós-cataclísmico, no que restou da América do Norte, não há mais fronteiras, nem qualquer tipo de vegetação viva, nem alimentos. O ar, mal suportável, é poluído, cheio de cinzas. Nesse tempo e lugar, pai e filho rumam ao litoral tentando se manter em uma estrada. Porém, algumas pessoas, convencidas de que um novo mundo demanda uma nova sociedade, impedem-nos de seguir o seu caminho. Eles querem roubar cada um de seus pertences — inclusive seus corpos, sua carne. Pai e filho resistem, sentem a necessidade imperativa de manter sua ética e tentam se manter vivos se alimentando de enlatados, que estão cada vez mais escassos. O pai se preocupa ainda mais. Embora consciente de que sua vida é curta e em dúvida quanto ao futuro de seu filho, quer deixar a ele um exemplo de solidez moral, esperança, amor e persistência. Com o mínimo possível de recursos — um carrinho de supermercado, lonas e um revólver com duas balas — eles enfrentam dificuldades com todas as suas forças. Encontrar corpos em todos os lugares por onde passam é o menor de todos os seus problemas.
Esse é o resumo de A Estrada , décimo romance do escritor Cormac McCarthy, lançado no Brasil em 2007, ganhador do Pulitzer do mesmo ano. Traz como tema principal um dilema ético: render-se ao determinismo de um ambiente altamente hostil, bestializando-se ou resistir e manter a sua integridade moral.

Cormac McCarthy, norte-americano de 74 anos, dez romances publicados, além de peças teatrais e roteiros cinematográficos, cursou Artes na Universidade do Tennessee, onde deu seus primeiros passos como escritor, não chegando a se graduar. Casou-se três vezes e tem dois filhos, sendo o mais novo, de oito anos, sua inspiração para escrever A Estrada. Seu primeiro romance, O Guarda do Pomar (The Orchard Keeper), foi publicado em 1965 e, desde então, o escritor tem conseguido permanecer na carreira, mesmo passando por períodos de absoluta pobreza.
Em uma de suas poucas entrevistas — ele se auto-intitula um “eremita sociável” — afirmou preferir a companhia de cientistas a escritores, o que confere com a sua atual ocupação, de colaborador do Instituto Santa Fé, uma entidade dedicada à pesquisa científica nas áreas da Física, Biologia, Computação e Ciências Sociais, localizada no Novo México, onde vive com sua família. O escritor teve seu penúltimo romance, Onde os Velhos Não Têm Vez (No Country For Old Men) adaptado para o cinema pelos irmãos Coen em 2007. A Estrada tem sua versão cinematográfica prevista pra novembro deste ano e será dirigida por John Hillcoat, de A Proposta (The Proposition), e estrelada por Viggo Mortensen.
Diferentemente dos seus outros livros, dentro do gênero faroeste ou do chamado gótico sulista americano, A Estrada é uma ficção científica pós-apocalíptica. O livro explora a hipótese de um futuro alternativo, no qual os recursos são escassos e a luta pela sobrevivência se sobrepõe a qualquer instituição humana. Os personagens se dividem entre aqueles que resistem à pressão do ambiente e aqueles que se entregam a ele.
O título se refere ao caminho pelo qual os protagonistas, pai e filho, seguem na esperança de encontrar melhores perspectivas de vida, remetendo o leitor vagamente aos romances On the Road, de Jack Kerouak, que narra as aventuras de amigos indignados com o conformismo da sociedade norte-americana dos anos 50, e The Road, de Jack London, série de contos e reminiscências sobre os seus dias de viajante acompanhando um grupo de desempregados no início do século XX. Essa road fiction é uma verdadeira obsessão para os norte-americanos (é só lembrar dos road moviesEasy Rider, Duel, Vanishing Point até o recente Little Miss Sunshine).
O estilo do autor tem sido comparado ao de William Faulkner, pelo experimentalismo e pela profundidade psicológica, e ao de Ernest Hemingway, por sua concisão. Os diálogos são de uma naturalidade espantosa, bastando-se McCarthy de expressões coloquiais pra expressar as condições e as posturas de seus personagens. Considerando a quantidade de diálogos do tipo, é admirável o quão bem este escritor lida com o contraste entre a falta de qualquer grandiloqüência ou mesmo de eloqüência em suas personagens (que, num retrato bastante realista da natureza humana, costumam ser seres de aptidões comunicativas rústicas, pobres ou mesmo truncadas) e a amplitude e talvez até mesmo a profundidade do que ocorre e cerca essas pessoas. A pontuação, com uma clara economia de vírgulas, é outro aspecto marcante do estilo do autor.

O livro foi publicado no momento em que as discussões sobre os danos ao meio ambiente e o medo de uma catástrofe nuclear estavam novamente em alta. Longe de ser oportunista, contudo, ainda que aborde a questão da sobrevivência em um meio-ambiente estéril; dá ênfase ao embate interior dos protagonistas, principalmente o personagem do pai, que se vê dividido entre dar o exemplo para o seu jovem filho de como ser um sujeito ético (conforme os padrões da sociedade em que vivia) e adaptar-se, como a maioria das pessoas que sobraram, a uma nova ética, a qual colide diretamente com a anterior.
A idéia central trazida pelo romance é a de que mudanças no ambiente não são uma desculpa para se esquecer de seus valores éticos. Ou seja, o sujeito íntegro, digno, aqui representado pelo pai, assim se mantém sob qualquer circunstância. Acrescente-se a isso que a tenacidade do pai se justifica por uma esperança quase inabalável, gerada pelo grande amor que sente por seu filho. Sendo pai e filho representantes de uma minoria no romance, a idéia corrobora respeitadas pesquisas científicas, as quais afirmam a influência do ambiente sobre o ser humano na formação das sociedades desde os seus primórdios.
O personagem do pai, um homem persistente, que coloca seus princípios acima de qualquer necessidade física, acaba se transformando em um modelo, tanto para o filho, como para a tese do autor, de que é possível manter princípios éticos apesar de todo o ambiente conspirar contra isso. Em outras abordagens sobre o assunto (filmes, principalmente), não é possível escolher “viver corretamente”: ou o personagem se rende ao mal ou é eliminado. O pai explica ao filho o que considera ser e não ser correto. É através de seus diálogos que o autor dá a conhecer a tese do romance. O argumento faz sentido, mas considerando a preguiça, a passividade e a capacidade de adaptação do ser humano em geral, apenas heróis se comportam da mesma maneira que o pai.
As várias dicotomias expostas na obra contribuem para que ela se revele um tanto maniqueísta, principalmente no que concerne à separação da humanidade em bons e maus: os primeiros, a exceção, são aqueles que conseguiram manter seus princípios éticos apesar de todas as dificuldades. Os últimos, a maioria, são aqueles que se renderam às suas necessidades mais primitivas de sobrevivência e, conseqüentemente, abandonaram princípios. Há uma constante comparação entre os humanos bons e os maus, com uma ênfase, porém, no ponto de vista dos bons. Decisivamente, entretanto, esse maniqueísmo presente na obra em nada prejudica a sua qualidade, por fazer parte de seu conteúdo, e não do todo. Quero dizer que o conteúdo da tese apresentada pelo autor através da obra de forma alguma influencia a maneira como ela é defendida. O desenvolvimento cuidadoso dos personagens, o tom lírico e trágico a um só tempo, a narração bem estruturada, cativante, são alguns exemplos de seu brilhantismo. McCarthy se mostra um escritor cuja qualidade se sustenta mesmo sob o peso de maniqueísmos, auto-facilitações e, até mesmo, limitações.
Portanto, aqueles que já apreciam o autor encontrarão seu estilo e seu talento em um gênero diferente de seus outros livros. Já aqueles que ainda não o conhecem, recomendo adquirir A Estrada, para começar. Não é sempre que interesses tão díspares quanto ficção científica, road fiction, e os temas da ética, do canibalismo ou da relação pais e filhos, possam ser satisfeitos com um só livro. Também pudera, tal livro é escrito simplesmente por um dos maiores autores norte-americanos de todos os tempos.
Leia um trecho: http://www.livrariacultura.com.br/imagem/capitulo/3219533.pdf
Livro: A Estrada
Autor: Cormac McCarthy
Editora: Alfaguara Brasil
ISBN: 8560281266
1ª Edição - 2007 - 240 páginas
TOPO
|